quarta-feira, 9 de setembro de 2015

mudaNÇA

Papa simplifica processo de nulidade matrimonial

A intenção de Francisco não é favorecer a nulidade, mas agilizar o processo
Rádio Vaticano
Foram anunciadas na manhã de terça-feira,8, em uma coletiva de imprensa no Vaticano, as principais mudanças decididas pelo Papa Francisco em relação aos processos de nulidade matrimonial.
O objetivo do Papa não é favorecer a nulidade dos matrimônios, mas a rapidez dos processos: simplificar, evitando que por causa de atrasos no julgamento, o coração dos fiéis que aguardam o esclarecimento sobre seu estado “não seja longamente oprimido pelas trevas da dúvida”.
As alterações constam em dois documentos Mitis Iudex Dominus Iesus (Senhor Jesus, meigo juiz) e Mitis et misericors Iesus (Jesus, meigo e misericordioso), apresentados na Sala de Imprensa da Sé.
A reforma foi elaborada com base nos seguintes critérios:
1. Uma só sentença favorável para a nulidade executiva: não será mais necessária a decisão de dois tribunais. Com a certeza moral do primeiro juiz, o matrimônio será declarado nulo.
2. Juiz único sob a responsabilidade do Bispo: no exercício pastoral da própria ‘autoridade judicial’, o Bispo deverá assegurar que não haja atenuações ou abrandamentos.
3. O próprio Bispo será o juiz: para traduzir na prática o ensinamento do Concílio Vaticano II, de que o Bispo é o juiz em sua Igreja, auspicia-se que ele mesmo ofereça um sinal de conversão nas estruturas eclesiásticas e não delegue à Cúria a função judicial no campo matrimonial. Isto deve valer especialmente nos processos mais breves, em casos de nulidade mais evidentes.
4. Processos mais rápidos: nos casos em que a nulidade do matrimônio for sustentada por argumentos particularmente evidentes.|
5. O apelo à Sé Metropolitana: este ofício da província eclesiástica é um sinal distintivo da sinodalidade na Igreja.
6. A missão própria das Conferências Episcopais: considerando o afã apostólico de alcançar os fiéis dispersos, elas devem sentir o dever de compartilhar a ‘conversão’ e respeitarem absolutamente o direito dos Bispos de organizar a autoridade judicial na própria Igreja particular. Outro ponto é a gratuidade dos processos, porque “a Igreja, mostrando-se mãe generosa, ligada estritamente à salvação das almas, manifeste o amor gratuito de Cristo, por quem fomos todos salvos”.
7. O apelo à Sé Apostólica: será mantido o apelo à Rota Romana, no respeito do antigo princípio jurídico de vínculo entre a Sé de Pedro e as Igrejas particulares.
8. Previsões para as Igrejas Orientais: considerando seu peculiar ordenamento eclesial e disciplinar, foram emanados separadamente as normas para a reforma dos processos matrimoniais no Código dos Cânones das Igrejas Orientais.
Diante dos jornalistas credenciados, o juiz decano do Tribunal da Rota Romana, Monsenhor Pio Vito Pinto explicou que os decretos (motu próprio) são resultado do trabalho da comissão especial para a reforma destes processos, nomeada pelo Papa em setembro de 2014.
Também estavam na coletiva o Cardeal Francesco Coccopalmerio, Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, e o arcebispo jesuíta Luis Francisco Ladaria, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ser feliz em família

Padre Chrystian Shankar
Padre Chrystian Shankar. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.comQual o segredo da felicidade familiarMuitas pessoas trazem dentro de si uma raiva e não sabem de onde ela vem. Algo diabólico está acontecendo para separar as famílias. Quando falta diálogo, amor e oração as pessoas se transformam em coisas e coisas jogamos fora.
Há filhos que estão trocando os pais por um celular ou por um trabalho. As pessoas estão trocando a família por bens materiais. Os filhos, muitas vezes, não pensam no sofrimento dos pais, para eles o importante é ser feliz.
O mundo quer ser apenas feliz, mas nós que somos cristãos, queremos ser felizes e santos. Eu não quero ser um santo triste e não quero ser um feliz, pecador. Quem procura a felicidade de verdade acaba encontrando o amor.
A primeira lição que se pode aprender com São José é não fazer nem dizer nada para sua esposa de “cabeça quente”. Fale sem raiva, faça as coisas com calma. Será que não é isso que está faltando para sua família ser feliz? Na hora da raiva, faça como José.
Segunda lição, repudiar em silêncio. Quem ama se cala pelo amor, não fale mal da sua família, fale com Deus. Pare de falar mal da sua família!
Terceira lição, a oração. A resposta de José não estava nos homens, mas em Deus. Homens, o anjo está falando pra você: ‘não tenhas medo de assumir a sua família’!
“Naquele tempo apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria”. (Lucas 2, 1-7)
Maria queria o melhor para receber o filho de Deus, mas aceita o melhor que José podia oferecer que era a gruta e a manjedoura. Ele não podia dar mais. As mulheres podem aprender com Maria a aceitar o limite do outro, aceitar o que o esposo pode dar. Não vemos Maria blasfemar, não vemos Maria reclamar com Deus. A gruta, a manjedoura já são providência. A família que convive com as condições que tem e se alegra com o que o outro pode dar é uma família feliz.
Olhe para a família de Nazaré e aprenda que a felicidade não está nas coisas que temos, mas na família que Deus nos dá. O mundo está caminhando contrário à palavra de Deus. A nossa família é exemplo de Jesus, Maria e José, não é uma família mundana.

Ninguém casa para viver sozinho. Você perdeu seu filho para as bebidas, para as drogas? Voltem os dois, marido e mulher, para buscar seu filho. Perdeu separado, vamos recuperar juntos. Sabedoria vem de sabor, saborear a vida com a família. É necessário ir a missa, rezar o terço, frequentar a catequese, assim a família leva os filhos a crescerem em estatura, sabedoria e graça.
Não fique procurando culpados para os problemas da sua família! Não leve tudo tão a sério, ria de você mesmo. Não canse de dar carinho para sua família!Vamos aprender a viver em família e valorizar o outro pela beleza que ele é. Olhe para Jesus, Maria, José e aprenderá como se vive em família.
A sua casa é como uma colcha de retalhos. A família é uma só, mas cada um é diferente. Um gosta de sal, outro gosta de doce, um gosta do dia, outro gosta da noite, um gosta de sítio, o outro gosta de praia. Somos diferentes! O bonito da colcha de retalho é que a tesoura é usada apenas uma vez, sempre se usa agulha e linha. A tesoura sempre separa, agulha e linha sempre unem. Você que é filho, esposo e esposa tem usado tesoura ou agulha e linha?
Vamos olhar para a sagrada família e perguntar: o que Jesus, Maria e José fariam se estivessem no meu lugar?
Transcrição e adaptação: Míriam Santos Bernardes

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CATEQUESE

Papa explica a importância da oração na família

Depois de refletir sobre a festa e o trabalho na família, Papa falou da necessidade de oração; o Evangelho lido em família é pão que alimenta, disse
Da Redação, com informações do Vaticano
Na 100ª catequese de seu pontificado, nesta quarta-feira, 26, o Papa Francisco seguiu refletindo sobre a família, desta vez dedicando-se ao tempo da oração no ambiente familiar.
Francisco na catequese desta quarta-feira, 26, na Praça São Pedro / Foto: Reprodução CTV
Francisco na catequese desta quarta-feira, 26, na Praça São Pedro / Foto: Reprodução CTV
O Papa explicou que a falta de tempo é uma das mais frequentes justificativas utilizadas pelos cristãos para os poucos momentos de oração. De fato, Francisco admitiu que, quem tem uma família, aprende a colocar dentro das 24 horas do dia o dobro disso. “Há pais e mães que merecem o Prêmio Nobel por isso! O segredo está no carinho que têm por seus queridos”.
Francisco convidou os fiéis a refletirem sobre o amor que sentem por Deus, pois isso tem relação com o tempo dedicado à oração. “Quando o afeto por Deus não acende o fogo, o espírito da oração não aquece o tempo; mas se o coração for habitado por Deus, até um pensamento sem palavras ou um beijo mandado por uma criança a Jesus se transformam em oração”.
Como exemplo, o Papa citou a beleza contida na atitude das mães que ensinam seus filhos pequenos a mandarem um beijo para Jesus ou para Nossa Senhora. Este é o espírito da oração, disse, que leva a encontrar a paz nas coisas necessárias, tendo em vista uma vida onde sempre falta tempo.
O Papa indicou como um bom guia sobre discernimento entre trabalho e oração a história de Marta e Maria, narrada no Evangelho do dia. Elas aprenderam com Deus a harmonia dos ritmos familiares: a beleza da festa, a serenidade do trabalho e o espírito de oração.
“A oração surge da escuta de Jesus, da leitura do Evangelho. Não se esqueçam, todos os dias leiam um trecho do Evangelho. A oração surge da intimidade com a Palavra de Deus. Há esta intimidade na nossa família? Temos em casa o Evangelho? (…) o Evangelho lido e meditado em família é como um pão bom que alimenta o coração de todos”.
O ciclo de catequeses sobre a família começou em 10 de dezembro do ano passado. As reflexões se inserem no contexto do Sínodo da Família, que teve sua primeira assembleia em 2014 e deve ser concluído com a assembleia geral ordinária a ser realizada no próximo mês de outubro, de 4 a 25, no Vaticano.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015


Papa: o trabalho é sagrado e traz dignidade à família



Após refletir sobre a dimensão da festa na família, Francisco fala sobre o trabalho, atividade sagrada que dignifica a família
Jéssica Marçal
Da Redação
Francisco fala sobre como o trabalho é sagrado e dignifica a vida familiar / Foto: Reprodução CTV
Francisco fala sobre como o trabalho é sagrado e dignifica a vida familiar / Foto: Reprodução CTVNa catequese desta quarta-feira, 19, o Papa Francisco dedicou-se à relação da família com o trabalho. Sendo uma atividade que traz dignidade ao homem, também o trabalho, assim como a festa (que foi tema da catequese da semana passada), é sagrado, faz parte do projeto criador de Deus e não deve faltar a família alguma, ponderou o Papa.
Francisco lembrou que o trabalho é necessário para manter a família e garantir a seus membros uma vida digna. E esse estilo de vida trabalhador é algo que se aprende, antes de tudo, na família. “A família educa ao trabalho com o exemplo dos pais: o pai e a mãe que trabalham pelo bem da família e da sociedade”.
O Papa citou ainda a harmonia que deve existir entre trabalho e oração. A falta de trabalho é ruim para o espírito, assim como a falta de oração prejudica também a atividade prática. O trabalho é sagrado, destacou Francisco, e por isso sua gestão é uma grande responsabilidade humana e social que não pode ser deixada nas mãos de poucos.
“Causar uma perda de postos de trabalho significa causar um grande dano social. Eu me entristeço quando vejo que há gente sem trabalho, que não encontra trabalho e não tem a dignidade de levar o pão para casa”.
O Santo Padre explicou que também o trabalho faz parte do projeto criador de Deus, mas quando se separa dessa aliança, tornando-se refém da lógica do lucro; e desprezando os afetos da vida, a degradação da alma contamina tudo.
“A vida civil se corrompe e o habitat se arruína. As consequências atingem, sobretudo, os mais pobres, as famílias mais pobres. A organização moderna do trabalho mostra, às vezes, uma perigosa tendência a considerar a família como um obstáculo, um peso, uma passividade para a produtividade do trabalho. Contudo, perguntemo-nos: qual produtividade? E para quem?”, questionou.
Diante desse cenário, Francisco disse que as famílias cristãs têm um grande desafio e uma grande missão: carregar os fundamentos da criação de Deus. A tarefa não é fácil, admitiu, requer fé e perspicácia.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Católico a favor da Ideologia de Gênero?

O Papa Bento XVI disse certa vez que os piores inimigos da Igreja são aqueles que estão no seu seio, mas que não obedecem o Magistério da Igreja e seus ensinamentos, pondo-se contra o que ela ensina.
Na última terça-feira (11/08/15), estive na Câmara dos Vereadores em São Paulo, a frente de um movimento católico em defesa da família contra a Ideologia de Gênero. Fiquei surpreso com a atitude de um grupo de representantes da PASTORAL DA JUVENTUDE (PJ), que, em frente à Câmara que, com cartazes, defendiam a Ideologia de Gênero.
Neste dia, como foi amplamente divulgado, a Câmara de Vereadores votou o Projeto PME – “Plano Municipal de Educação”, rejeitando por 42 votos contra 2, a introdução da perversa e subversiva “Ideologia de Gêneros”, no plano de educação das crianças.
Muitos católicos se concentraram na frente da Câmara Municipal de São Paulo, e numa ação disciplinada e bem organizada, demonstraram aos Vereadores os erros inconcebíveis da tal ideologia de Gêneros. Eu tive a oportunidade de estar ali com o Pe. Paulo Ricardo, Prof. Felipe Nery, Pe. José Eduardo, e outros, num caminhão de som, mostrando aos presentes os erros dessa perigosa ideologia que quer colocar na cabeça das crianças que não existe apenas o sexo masculino e feminino, mas que elas vão “fabricar” o seu tipo sexual mais para frente, não importando que seu corpo e sua alma seja masculino ou feminino.
Ora, os Bispos do Brasil todo se manifestaram amplamente contra tal ideologia perversa, destruidora da pessoa humana, do casamento, da família e do plano de Deus. Os bispos do Regional Norte 3 de CNBB (Tocantins e Norte de Goiás), disseram: “Existem organizações nacionais e internacionais muito ocupadas em destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família se chama “ideologia de gênero”.
Os Bispos e toda a América Latina e Caribe, em Aparecida, no CELAM, disseram, no Documento de Aparecida (n.40): “Entre os pressupostos que enfraquecem e menosprezam a vida familiar, encontramos a ideologia de gênero, segundo a qual pode-se escolher sua orientação sexual, sem levar em consideração as diferenças dadas pela natureza humana. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.
A Nota da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, disse o seguinte: “Com a ideologia de gênero, deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que se quer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la”.
O Papa Francisco, aos Bispos porto-riquenhos, em 8/6/2015, falou da “beleza do matrimônio”, com a “complementaridade homem-mulher, coroação da criação de Deus que é desafiada pela ideologia do gênero”. E perguntou, na Audiência de 15/4/2015: “Existem ´colonizações ideológicas` que procuram destruir a família. Vêm de fora, por isso digo que são colonizações, como a “ideologia de gêneros”, esse erro da mente humana”. E comparou-a “à máquina de propaganda nazista. Existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.” (Visita a Nápoles). “A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus!”. “Eliminar a diferença (de sexo) é um passo para trás na sociedade. A defesa da família tem a ver com o próprio homem (e não Estado). E fica claro que, quando se nega a Deus (e a origem), a dignidade humana também desaparece”.
Ora, apesar de tudo isso, apesar da luta enorme da Igreja católica para livrar as nossas crianças dessa terrível ideologia; um grupo de representantes da PJ – PASTORAL DA JUVENTUDE, estava lá em São Paulo, na rua, com cartazes defendendo  a Ideologia de Gêneros. Você pode ver isso no linkhttp://ssoucatolico.blogspot.com.br/2015/08/e-catolico-ou-nao-votacao-do-pme-em-sao.html, onde lê-se nitidamente: “Sou católico, sou PJ, Gênero sim!”
Ora, o que pretendem esses membros da PJ, distanciando-se dos ensinamentos oficiais da Igreja? Não conseguimos entender um comportamento desse tipo, em público, por parte de alguns de seus representantes. Pais e jovens católicos precisam saber disso. Quem não está com a Igreja e seu Sagrado Magistério não está com Jesus Cristo.
Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 17 de agosto de 2015


Oração para educar o filho no caminho

 da obediência 



Educar o filho no caminho da obediência requer oração
Oração para educar o filho no caminho da obediência
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
Senhor, dai-nos a graça da sabedoria para educarmos os nossos filhos no caminho da obediência. Dai-nos a graça de não termos medo de corrigi-los.
Nós Lhe pedimos, Senhor, a sabedoria de uma pedagogia inspirada, a fim de formarmos nossos filhos; sabedoria para utilizarmos a correção segundo o Seu coração.
Dai-nos a graça de não nos omitirmos quando eles precisarem de correção.
Senhor, liberta-nos de toda omissão, porque não queremos cruzar os nossos braços diante dos erros dos nossos filhos, mas sim chamá-los a uma vida de obediência e justiça, como Sua Palavra nos ensina.
Senhor, dai a sabedoria a todos os pais, àqueles que se sentem perdidos na formação de seus filhos; ilumina-os com Seu Espírito Santo, tira do coração deles todo sentimento de fracasso e derrota. Liberta-os, Senhor.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Autor: Salette Ferreira

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Matrimônio, um caminho a dois

A Palavra meditada hoje está em São Mateus 19, 3-10.
“Alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e, para experimentá-lo, perguntaram: ‘É permitido ao homem despedir sua mulher por qualquer motivo?’. Ele respondeu: ‘Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe’”. Perguntaram: “Como então Moisés mandou dar atestado de divórcio e despedir a mulher?” Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o princípio. Ora, eu vos digo: quem despede sua mulher – fora o caso de união ilícita – e se casa com outra, comete adultério”. Os discípulos disseram-lhe: ‘Se a situação do homem com a mulher é assim, é melhor não casar-se’.”
Marcio Mendes_Sorrindo
“O matrimônio é um caminho, não uma meta”, afirma Márcio Mendes – Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com
O casamento é uma união que nunca foi fácil, mas, se não fosse bom, as pessoas não continuavam se casando até os dias de hoje. Há algo dentro do coração que assegura que o caminho é esse, que é um bem, é importante cumprir esse preceito conforme diz a Palavra de Deus, que o homem deve se unir à mulher.
Alguns casamentos não dão certo por causa da dureza no coração, é ela que faz com que o casamento não valha a pena, mas ele vale sim. O que não devemos fazer é manter esse coração duro. Há casos em que continuar junto é pior do que ficar separado, quando, numa união, presencia-se o ódio, a violência e a agressão.
Em todo caso, é preciso lutar para que seja uma união com bons frutos. Pode não ser fácil, mas é bom, e quando se une à pessoa certa, isso é completude, quando um completa o outro para que juntos possam ser uma só carne. Enquanto você e seu marido ou esposa forem companheiros e houver amor, continuarão a se tornar uma só carne.
O amor entre homem e mulher precisa acontecer nas várias dimensões, como a afetiva, a espiritual, a social e a sexual. Ter afeto, ternura, amizade e cuidado para que seja um relacionamento que tenha calor, que aqueça.
Às vezes, a rotina e o cansaço não permitem que haja conversas com a frequência que gostaríamos de ter, mas se houver abertura de coração, compreensão, carinho e iniciativa de ambos, eles estarão unidos. Muito mais que comunicação, é preciso saber escutar, falar, não simplesmente conversar, mas abrir o coração um para o outro.
Tenha gestos pequenos, mas de amor com o outro. Tenha atenção nos detalhes e, acima de tudo, tenha confiança. Se esta se quebrou, converse, comece com o perdão e devolva a confiança. O casamento é um caminho que se faz ao lado da pessoa que se ama; e se você ama, não fique relembrando as ofensas, os defeitos, os fracassos que aconteceram durante a caminhada. O que passou, passou. Perdoe e siga em frente!
Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova
Transcrição e adaptação: Letícia Paiva